sexta-feira, 29 de agosto de 2008

FIM DE DIA TRISTE.

OS DIAS 29 E 30 Passaram a ser dias de muita tristeza.
Para mim a coisa ainda se vai desanuviando devido á ocupação do trabalho
mas chegar a casa e encontrar alguém numa lástima, não tirando do pensamento a desgraça, é algo que corta o coração.
é uma coisa que deixa transtornado, porque por muito que eu queira
dar apoio e mentalização, não consigo superar na totalidade.
Hoje foi mau, amanhã vai ser igual ou pior ainda.
Faz 3 meses que aconteceu o inevitável, aconteceu o que se esperava, mas que nunca houve mentalização que iria realmente acontecer e parece que em vez de com a passagem do tempo, ir passando também a saudade, é precisamente o contrário.
Sinto e vejo que a dor é cada vez maior, as saudades aumentam, as conversas são frequentes, as lembranças do que fazia são uma constante e cada vez mais vejo mais amargura na pessoa que amo.
É isto a vida, uma maldita vida quando nela prevalece a DOR E O SOFRIMENTO.

10 comentários:

JOICE WORM disse...

Sentir saudade é humano, António.
Imagino como ela deve estar sofrendo. Você só pode neste momento dar o seu apoio... Abraçar, conversar, sair um bocadinho com ela para que o dardo da dor pareça mais leve com a distração... e esperar o tempo passar.
Um beijinho para vocês dois, amigo!

Antonio saramago disse...

É o ke faço JOICE, e assim a vou acalentando, o meu medo é nunca mais isto passar. Obrigado amiga

Ovinho Estrelado disse...

Olá, António Saramago.

Permite-me que te deixe um conselho. Por acaso bem diferente do da Joice.

Deixa-a sofrer aquilo que precisa de sofrer. Deixa-a chorar-se por aquilo que precisa de chorar.
fica ao seu lado, com carinho e compreensão. Mas deixa-a viver essa dor. Porque se a exterioriza em tristeza é porque precisa de o fazer. Pois a tua mulher não iria estar a sofrer por vontade própria.

Um dia... Um dia ela mesma vai deixar voar a tristeza. Ficará a saudade. Que é algo bem mais brando. E dessa chuva tempestiva destes dias, apenas brotarão lágrimas mais soltas, mais espaçadas.

Mas... De momento... Ela quer chorar e estar triste. É porque ainda não libertou de vez o que lhe aperta a alma.

Deixa-a chorar.
Deixa-a estar triste.Até à exaustão.
Não camuflem.

E digo-te mais: há dores que choramos para todo o sempre. Eu tenho uma, sabes. E já lá vão mais de dois anos. Penso, choro, entristeço. Como se tivesse sido agora.
Mas sou feliz!
A dor é que não passa!
:)

Beijo imenso para a tua mulher e para ti. Muita força!

Andreia do Flautim disse...

Deve doer na alma...

sonhos disse...

meu querido António,a tua florzinha tem de passar pelo Inverno até alcançar a Primavera...o teu apoio, a tua rega diária, o teu cuidado irão deixar que a tua Rosinha floresca através de ti e da sua Primavera, basta que deixes o teu brilho passar para o dela, nada como o amor e companheirismo para curar cicaztrizes deixadas pela vida...a saudade é a boa lembrança, o teu amor por ela a bonança!!!!
um bj

Corações & Segredos disse...

Anjinhu, me comovi ao ler seu relato, mesmo nao sabendo o que houve de tão triste, mesmo assim deixo aqui meu abraço e meu ombro amigo!
Deus é nosso refúgio e nossa força, se agarre Nele e Ele te aliviará.
Carinho de RO!

Antonio saramago disse...

Para quem não sabe os motivos da dolorosa DÔR, aqui deixo expresso que foi a morte de um filho.

Ovinho estrelado
Acabas por ter razão no que dizes, porque quando se chora alivia-se o coração.
O tempo se encarregará do resto, embora nunca o consiga em definitivo.

Andreia:
É muito doloroso sim:

Sonhos: e sabes bem quanto eu acarinho.

corações e segredos:

Felizmente que ela é muito crente.

Raphaela Cravo e Canela disse...

É... não estamos preparados para a dor e penso que jamais estaremos. Mas o tempo é um fiel amigo e poderá ajudar.
Meus sinceros sentimentos e beijos carinhosos.

BlueVelvet disse...

António,
aqui te deixo um grande abraço e beijinhos para a tua Rosinha.

amordemadrugada disse...

sofrer a morte de um filho, será para sempre!
Eu acho que a Rosinha, tem o coração amargurado
Dê-lhe mt apoio se faxavor!
Abracito pra ela